Saudades… Ayrton Senna

22 03 2008

Caso estivesse vivo, o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna completaria 48 anos nesta sexta-feira, dia 21 de março. Embora até hoje o brasileiro seja considerado um dos maiores nomes da história da modalidade, a data foi mencionada em poucas mídias internacionais.

Senna morreu no dia 1º de maio de 1994, quando disputava o GP de San Marino, no Circuito de Ímola. Ainda na sétima volta da corrida, o piloto, que havia largado na pole position, passou reto na curva Tamburello e bateu com seu Williams a mais de 300km/h no muro de proteção. Morreu ainda na pista.

Ayrton Senna começou sua carreira no kart, aos 13 anos, e conquistou o título sul-americano em 1977, além do vice-campeonato mundial. Em 1981, Senna fez sua estréia na Fórmula Ford e conquistou o título na categoria logo em sua primeira temporada. Em 1982, ele foi para a Fórmula 2000 e terminou o ano como campeão inglês e europeu, além dos recordes de 21 vitórias, 15 pole positions e 21 voltas mais rápidas.

Antes de ingressar na Fórmula 1, Senna passou pela Fórmula 3 e conquistou mais uma vez o título inglês. Na Fórmula 1, o tricampeão conquistou 41 vitórias e 65 pole positions, e é considerado até hoje o maior piloto brasileiro de todos os tempos.

Abaixo, um vídeo em homenagem ao maior brasileiro de todos os tempos:

O campeão por ele mesmo:

“Correr, competir, eu levo isso no sangue, é parte da minha vida.”

“Não consigo, em circunstância alguma, justificar ficar em segundo ou terceiro lugar, sabendo de antemão que se fazendo o que deveria ser feito. Sim, é verdade que pode haver uma eventualidade em que alguém consegue melhores resultados porque estamos um pouco mal preparados. Mas, quando se tem muito tempo para fazer o nosso trabalho, e para nos prepararmos convenientemente então é uma situação que não aceito facilmente”.

“O único com quem tive problemas foi com o Alain Prost. Com os outros tivemos algumas diferenças de opinião, mas sempre nos respeitamos. Tive como outros companheiros, Berger, Andretti, Hakkinen, Elio de Angelis, Johnny Dumfries, Nakajima. Quando olho para trás, vejo que sempre me dei bem com todos eles, exceto com um”

“É difícil, assustador, incomoda falar sobre coisas pessoais, particularmente sobre Deus, porque não se fala sobre Deus a cada momento e em toda a parte. É muito complicado, mas eu tento falar daquilo que experimento e sinto para algumas pessoas, esperando que compreendam e apreciem. Se estou certo ou errado, os outros que decidam. Mas, pelo menos, devem respeitar o que sinto”

“Magoa-me que pensem que, por eu acreditar em Deus, sinto que sou imbatível ou mesmo imortal. O que eu disse, é que Deus me dá força, e que a vida foi um presente Seu, que temos de tratar com muito cuidado”

“Ser o segundo é ser o primeiro entre os perdedores”

“Será uma temporada com muitos acidentes, e vou arriscar dizer que teremos muita sorte se algo realmente sério não acontecer” (pré-temporada 1994)

“Eu sei que é impossível vencer sempre. Só espero que a derrota não venha neste fim de semana”

“Meu maior erro? Algo que não aconteceu ainda”

“Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo”

“No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz”

“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá”

“Ou você se compromete com objetivo da vitória ou não”

“A Fórmula 1 é um tempo perdido se não for para vencer”

“Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver que ultrapassar, vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem um limite. O meu é um pouco acima do dos outros”

“O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho”

“Meus ídolos como pilotos sempre foram Niki Lauda e Gilles Villeneuve. O primeiro pela frieza e Villeneuve pela agressividade”

“O kart me deu muitos momentos de prazer e excelentes recordações. Nunca uma pilotagem foi tão divertida e ali aprendi muita coisa. Muita coisa que uso na F1 é proveniente do aprendizado nos karts”

“Na última volta desapertei o cinto de segurança, tal era minha euforia de levantar e comemorar a primeira vitória na F1” (sobre a 1ª vitória, em Portugal, 1985)

“Essa foi uma corrida que vai passar para a história” (sobre o GP do Japão em 1988, quando conquistou seu primeiro título)

“Lutei muito para sentar naquele carro, para estar ao lado de Frank Williams, mas estou sentido que vai dar trabalho. Ou eu não me adaptei ao carro, ou o carro não foi com a minha cara” (1994)

“Quando Deus quer, não há quem não queira”

“O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo. Outras, acho que estou entre elas, aprendem a conviver com ele e o encaram não de forma negativa, mas como um sentimento de auto preservação”

“Meu sonho não tem fim, e eu tenho muita vida pela frente” (1991)

“Uma maneira de preservar sua própria imagem é não deixar que o mundo invada sua casa. Foi um modo que encontrei de preservar ao máximo meus valores”

“Ele (Deus) é o dono de tudo. Devo a Ele a oportunidade que tive de chegar onde cheguei. Muitas pessoas têm essa capacidade, mas não têm a oportunidade. Ele a deu pra mim, não sei por quê. Só sei que não posso desperdiçá-la”

“Quero melhorar em tudo. Sempre”

“Eu estava realmente procurando dirigir um Williams-Renault, pois considero essa equipe o início de uma nova vida no automobilismo para mim”

“Estou a mil por hora. Não vejo a hora de começar o campeonato do ano que vem” (outubro de 1993)

“O que sinto num carro a 300 km/h? Emoção, prazer e desafio”

“Não tenho a recriminar-me por aquela ultrapassagem na chicane (GP do Japão 1989), foi Prost quem fechou. Era a única possibilidade que tinha para vencer”

“Dedico esta corrida a quem me fez perder o mundial de 89. As corridas são assim: às vezes acabam logo depois da largada, outras a seis voltas do fim”

“Primeiro, era chegar à F1. Depois, fazer uma pole, vencer uma corrida, ser campeão. Aos poucos, fui preenchendo todos esses sonhos”

“O importante é ganhar. Tudo e sempre. Essa história que o importante é competir não passa de demagogia”

“Vocês nunca conseguirão saber o que um piloto sente quando vence uma prova. O capacete oculta sentimentos incompreensíveis”

“Quero fazer algo de especial. Todo ano alguém ganha o título. Eu quero ir além disso”

Fontes: GloboEsporte, Blog do Paulinho e F1 Girl Online.
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